Não quero ser chato, mas tem que se reconhecer que, agredindo de forma brutal a paisagem envolvente, o prédio do Coutinho
O primeiro é a expressão do sonho de uma classe média que queria ser alta. O segundo é a manifestação do poder clerical, a querer esmagar um povo indómito e rebelde.
RPS acha que eu me devo abster de dizer disparates.


11 lembraram-se de contestar:
Devo, pela primeira vez, discordar publicamente de funes neste blog. O gesto arquitectónico, a implantação de um e outro edifício na topografia e a erudição dos objectos em causa não são comparáveis. Um é a construção de uma acrópole, um edifício humano a culminar uma elevação natural. Trata-se de uma materialização de um poder, como bem refere. Que só podia estar ali.
O outro é uma tentativa tacanha de construír um arranha-céus atarracado numa planície aluvial com uma implantação arbitrária no meio de um tecido urbano medieval. Trata-se de um edifício mediocre, materialização de uma sociedade mediocre, e por isso mais agressivo que o primeiro.
O que ofende não é a altura do objecto (que dizer então da Torre dos Clérigos?), é a precaridade da arquitectura de empreiteiro multiplicada por 12 ou 15 pisos. Aquilo não foi feito para durar, foi feito para vender e deitar fora. E já se cumpriu.
Acresce ao escrito que a escolha do ângulo das duas fotografias não é inocente. Se a primeira fosse tirada "de baixo", e a segunda de helicóptero, a sensação inverte-se-ia.
Concordo :)
1- A Fabiana concorda com quem? Comigo ou com o Patchouly?
2- É que eu não sei se o Patchouly passou por aqui ontem à noite, quando eu tinha uma fotografia do Porto muito mais inocente, onde o edifício do Paço Episcopal passava mais depercebido. Depois é que a substituí por esta cujo ângulo Patchouly acertadamente denuncia.
Mal fiz o post, RPS comentou, afirmando que eu estava a dizer um disparate. Não me concenceu.
Agora patchouly traz novos argumentos. Argumentos esmagadores, reconheço. Mais esmagadores ainda do que o Paço Episcopal do Porto.
A honestidade intelectual que prezo sempre nestes debates obriga-me a declarar-me derrotado.
Rendo-me.
Ao meu comentário anterior (para lém de que "RPS não me convenceu" está mal escrito) devo acrescentar que, se nunca a ignorância me impediu emitir opiniões sobre o que quer que seja, sempre vivi com enorme alegria os momentos em que outros souberam desmascarar-me e proporcionar-me a ocasião de receber lições adequadas a colmatar aquela mencionada ignorância.
Por isso, obrigado, Patchouly.
Bravo, Bravo!
Patch, que argumento tão bem arquitectado!
Funes, é por estas e por outras que, mesmo discordando tantas vezes de si, cá venho sempre espreitar...
A humildade é uma forma belíssima de inteligência!
CB
Patchouly: Parece-me que a fotografia do Prédio Coutinho (gosto desta denominação, que lhe traz alguma humanidade) foi tirada da Santa Luzia... Para tirar uma semelhante ao Paço Episcopal seria necessário que Funes, literalmente, movesse montanhas. O que eu, atenção, não duvido que possa acontecer!
Mau! No outro dia era a ponte romana, agora é o paço episcopal?
Siga o conselho do seu amigo... e volte a sua atenção contra as antenas, antes que elas sejam reconhecidas património da humanidade.
P.S. Lembrou-se desse mamarracho em concreto por eu ter aludido, alguns comentários atrás, a essa expressão do espírito empreendedor luso, ou trata-se apenas de presunção minha?
Bem, caríssimo Dr. Pedro Cruz, só parcialmente é que se trata de presunção sua. Na verdade a lembrança inicial do mamarracho derivou do seu comentário. Mas originalmente não era para fazer um post. Era para sugerir o tal mamarraccho como candidato a um concurso que agora anda por aí, sobre as maravilhas arquitectónicas de Portugal.
Você, numa das poucas vezes em que estava do lado da razão, tinha de voltar atrás.
É mesmo uma triste sina.
A fotografia do Coutinho é tirada a meia encosta de Santa Luzia.
A fotografia do Porto é tirada de Gaia praticamente à cota zero.
As perspesctivas são compltamente diferetes e,por isso, não são comparáveis.
Mas, se observar uma fotografia de Viana tirada de Darque (com uma perspectiva equialente ao do Paço Episcopal), devia reparar que a diferença essencial é dada pelo
enquadramento.
O Paço Episcopal erque-se no cimo da elevação, culminando-a e impondo-se, por isso, na paisagem. Ao contrário, o Coutinho, localizado a uma cota muita baixa, recorta-se contra o casario de Viana e a encosta da Serra, diluindo-se ao olhar do espectador.
Aí, o que choca os meus olhos é a aberração da catedral de Santa Luzia e a Pousada do mesmo nome, que, essas sim, deveriam ser demolidas.
Por esta razão, não tenho nenhuma dúvida que o impacto visual do Paço Episcopal é muito superior ao do Prédio Coutinho.
Mas, desde que, em nome da energia limpa, se começou a destruir a pasiagem (e as próprias montanahas) com a porcaria das ventoínhas, já não digo nada.
Zzzzz, Zzzzz, Zzzzz, Zzzzz!...
Abaixo a arquitectura !
Abaixo as casas !
Tudo derrubado e terraplando !
Depois: plantio de ÁRVORES frondosas e frutíferas - que subiriamos, retornado ao nosso original habitat de primatas.
No Inverno, admitia uma cedência: GRUTAS !
NOTA - Todavia, o mastodóntico paço episcopal deveria ser arrasado, salgado o chão, picadas as armas, enforcado-se o Bispo nas tripas do Siza Vieira - para memória futura !
Chego tarde à discussão e não quero acrescentar nada. apenas quero dizer q tb não gosto do paço episcopal nem da casa dos 24. bolem-me cos nervos. não gosto. q se lixem a conceptualç«ização e os ângulos fotográficos. não gosto, preferia, estando sentada na beira rio de gaia não ver aquele edifício, é tudo.
Enviar um comentário