Sou presidente de uma Câmara Municipal qualquer.
Um promotor imobiliário apresenta-me um projecto magnífico, com áreas comerciais brilhantes, com habitações de luxo vistosas, com relvados e repuxos cativantes. A coisa cria uma nova centralidade (é com estes termos que um presidente deve falar) na vilória que, só por si, quase me garante a reeleição. Ainda por cima, os impostos autárquicos que incidem sobre os novos prédios a erigir vão encher os cofres do município.
E o promotor garantiu-me que, se lhe aprovasse a coisa rapidamente, arranjava um empreiteiro discreto que, por conta dele, me fará uma piscina enluarada no jardim da casita que tenho na praia.
Desgraçadamente, a área de implantação da coisa está situada em terrenos da autarquia que o PDM qualifica de zona de equipamentos sociais.
Um problema.
Mas resolve-se.
Perde-se o amor a uns quatro ou cinco mil contitos e pede-se uma parecer ali ao Professor Fernandes Perto da Faculdade de Direito. Em trinta ou quarenta páginas recheadas de citações de autores alemães, ele demonstrará que quando o PDM define zonas de equipamento social isso não quer dizer que esses equipamentos tenham que ser públicos, nem que toda a zona tenha que ter equipamentos sociais. Pode ter lojas e casas. O que importa, tudo o que importa, é que tenha também um equipamento, que até pode ser privado. Vinte metros quadrados de relvado com um repuxo no meio e três lâmpadas à noite, por exemplo, já constituem um equipamento social. Depois, pode haver um centro comercial e 200 fogos de luxo que o PDM está cumprido.
Com este parecer na mão, a autarquia cede, por 60 ou 70 anos, o direito de superfície dos seus terrenos ao promotor imobiliário e ficamos com tudo resolvido.
Amanhã, quando aparecer a IGAT e o Ministério Público, a minha posição será inexpugnável.
Sim senhor, eu tive muitas dúvidas quanto à legalidade do empreendimento. Por isso mesmo, até pedi um parecer ao Professor Fernandes Perto e ele garantiu-me que era tudo legal. Quem sou eu, pobre professor primário há vinte anos autarca, para pôr em causa a opinião douta de um dos mais reputados e reconhecidos especialistas de Direito do Urbanismo do país?
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No excelente texto que Helena Matos publicou ontem na última página do "Público", ela não viu bem esta questão. Numa demanda comum, uma parte não fica hoje prejudicada pelo facto de não ter dinheiro para juntar ao processo um parecer. Tirando nas grandes e complexas demandas jurídicas, como as OPAs e contra-OPAs, em que todas as partes envolvidas têm milhões para gastar a rodos, os tribunais e os magistrados já não ligam absolutamente nada aos pareceres que as partes possam juntar como argumento adicional às suas pretensões.
Tirando nas tais grandes demandas, os pareceres não se destinam hoje a discutir as questões envolvidas num caso judicial. Destinam-se, normalmente, a prevenir os possíveis efeitos perniciosos de uma conduta ilícita que eu vou adoptar.

14 lembraram-se de contestar:
Tenho mais uma confidência para fazer acerca do Funes: nestas férias, cedeu à tentação.
Ela não terá 25 anos, tem um palminho de cara e uns olhos bonitos, mas os peitos são chatos e o cu é de arroba.
Chama-se Falácia.
A catraia deve ser boa na cama, porque, desde que descobriu os seus prazeres, o gajo não quer outra coisa.
o que vale um parecer, quando podemos comprar o juiz?
Nessa materia, concordo com o Socrates deviamos reduzir quadros e apostar na tecnologia, uma loja online de venda de pareceres e sentenças, e apoios ao Antonio Costa. Compras do governo - tribunal de autarcas - ganha o que tiver dinheiro para se defender melhor.
Aleluia!!! Funes está de volta.
Brilhante post
Adoro quando me pedem um parecer, é um exercício intelectual notável bastante compensador. O funes não terá uma ilegalidadediza para eu validar?
Funes sempre teve uma atracção por mulheres de cú proeminente. Lembro-me de uma velha história ...a única coisa que se safava era o dito. É uma debilidade a juntar às groselhas, falta de queijo, vinho, e aos bares duvidosos....Gastou rios de dinheiro a ponto de ficar quase insolvente, só por causa de um cú gigante!
Conte, Saphou, conte!
Suplico-lhe.
Funes falido por um rabo de meter medo ao susto?
Isso tem de se saber.
(Eu sabia. Esta do cu de arroba foi na mouche. Foi cá um pressentimento...)
É uma redonda mentira, Saphou.
Em primeiro lugar, o meu estado de insolvência era anterior ao início dessa relação e permaneceu depois do seu fim.
Depois, a deusa em causa não era das terras de Vera Cruz onde se cultiva o rabo grande, mas de um lugar um pouco mais a Norte onde a beleza feminina é idolatrada na forma também redonda e grandiosa das mamas.
Desde que na minha adolescência me habituei a ver diariamente na televisão o Dr. Mário Soares que o rabo nunca foi um foco de fixação dos meus desvarios sexuais.
Não posso acresentar mais nada, sob pena de Funes me banir, mas tinha rabo grande, nariz de porquinho e as mamas eram tb grandes por ser GORDA!
Pode, no entanto, ser a ciumeira a falar por mim...Funes era um doce!
Um Adónis, mais baixo e peludo!
Olha esta.
Era um doce, mas era meu!
Vá, Saphou, não seja mázinha.
Se ele não me mostrou até hoje o caminho da porta da rua, nunca o vai mostrar a ninguém.
Desvende lá mais qualquer coisa.
Tipo o nome, a morada e o número de telefone da moça, que para a gente investigar o assunto como dever ser.
O que eu não dava para publicar um retrato da Miss Piggy nos dias de hoje...
Não era nada disso!
Era uma deusa sensual, PBL.
Levei três meses a ganhar coragem para me declarar. Quando finalmente o consegui, ela sentiu-se lisonjeada, mas respondeu-me que o marido não aprovava.
Foram precisos mais seis meses, para superar esta inesperada dificuldade.
Já contei essa história aí para baixo.
Acha que eu ia perder nove meses do meu precioso tempo, para conquistar uma gorda de mamas e rabo grande?
É certo que na altura não gastava tempo a blogar e podia gastá-lo a conquistar. Mas nunca fui muito dado a gastar o tempo livre em conquista. Preferi sempre usá-lo para mamar groselhas.
"deusa" pfff....PBL lo unico que puedo añadir es que se Funes hubiera sucedido neste amor bacoco, hoy seria un cacique local, podendo até ter porta-chaves com a sua imagem, al igual que Hugo Chaves!
Ahhhhh!...
Então a gordalhota sensual era venezuelana!
Estou a ver o cenário: Funes julgava-se na Idade do Bronze e o seu ideal de sensualidade eram aquelas estatuetas matriarcais.
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