O PS, digo José Sócrates, decidiu combater na rua a contestação de que, a partir da rua, o governo tem sido alvo. Para isso, convocou para a Praça D. João I, no Porto, uma manifestação nacional de apoio às políticas do executivo.
A Praça D. João I é uma pequena praça que qualquer grupelho de bairro enche com uma manifestação, contra ou a favor de Rui Rio, por causa do Rivoli que fica numa das suas alas.
Assim, escolher a Praça D. João I para local de concentração de uma manifestação nacional significa logo colocar as expectativas muito baixas. Apesar disso, hoje leio no "Público" que o local da manifestação foi transferido para o pavilhão do "Académico", um pequenito polidesportivo encaixado entre dois prédios da Rua Costa Cabral, onde os miúdos da zona do Marquês aprendem a jogar hoquei e basquete.
Obviamente, o PS com toda a sua máquina de partido de poder montada (lembram-se dos excursionistas à porta do Altis na noite das eleições?) enche com toda a facilidade dez ou vinte pavilhões do Académico. O truque é pôr as televisões a difundir as imagens de uma multidão junto aos portões do ginásio sem poder entrar e propalar a ideia de um espantoso levantamento espontâneo de apoio ao governo, por parte dos cidadãos anónimos que, ao contrário dos professores, dos sindacalistas e dos comunistas, trabalham e não se manifestam senão através do voto que depositam na urna, no dia das eleições.
O espantoso deste truque de feira é que parece que ainda funciona.

4 lembraram-se de contestar:
Eu vou a pavilhão, desta vez não perco oportunidade de o confrontar com o maior dos meus cartazes, voces deviam me acompanhar
Socrates é um politico de tasca, daqueles que sem estudos, com enorme rol de infracções no curriculo, consideram sempre que se tivessem eles no poder a coisa piava fino, e a verdade está aí a vista, a politica de trolha em curso, realmente a coisa pia fino, mas não há bases para definir a sua organização.
Valentim, Fatima e outros já tinham aberto o precedente, mas Socrates abriu o maior de todos, se não fosse Socrates nunca Menezes teria coragem de se intrometer. Agora não nos resta um pingo de respeito e partir daqui vale tudo.
Só o Menezes é que não consegues estas coisas, nem parafraseando o grande John Wayne, herói muito popular por estas bandas.
É precisamente por causa da situação do Altis que, por maior que seja a multidão, os portugueses vão duvidar da lealdade e da motivação que levou os apoiantes a deslocarem-se ao tal recinto.
Oh, falam como se o Pavilhão do Académico até fosse pequenino...agora até tem uma fachada de vidro...cabem praí mais 15 pessoas na rua,a ver...
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