Era uma vez um senhor muito rico que tinha três filhos: o Chanfras, o Tronchas e o Gordunhas.
Quando o pai morreu, deixou aos filhos um gato, uma foice e uma burra.
O Chanfras, que não regulava bem, reclamou logo para si o gato. Os outros concordaram e ele saiu para a rua todo contente a cantar que era o Marquês de Carabás e que ia casar com uma bela e riquíssima princesa. Levou o gato à primeira sapataria que encontrou e tentou enfiá-lo num par de botas. Como é natural, o gato assustou-se e começou a arranhar tudo à sua volta. Por desgraça, nos seus movimentos de felino acossado, acabou por arrancar um olho ao dono. O sapateiro chamou o 112 que levou o infeliz Chanfras às urgências do hospital mais próximo, de onde saiu internado para um asilo de alienados.
Não melhor sorte teve o Tronchas. Como era o mais atilado dos filhos do senhor muito rico, percebeu bem que a foice era o único legado que não tinha boca e que não dava despesas. Reclamou-a para si, com a ideia firme de a vender a um qualquer ceifeiro. Se bem o pensou, melhor o fez. Com a foice em seu poder, dirigiu-se ao Baleizão e começou a perguntar de porta em porta se alguém queria comprar uma foice. Contudo, ninguém na terra sabia que instrumento era aquele e todos o mandavam embora, cuidando que ele os queria roubar, como aquela senhora que tinham visto no telejornal da RTP e que dizia que era dos serviços sociais, para melhor lhes captar a confiança. Só mais tarde, em Trigaches, é que encontrou um velhote que se lembrava do que era uma foice, mas que lhe perguntou: "ó homenzinho, para que quero eu essa merda?". Ao Tronchas ocorreu-lhe então que talvez o Partido Comunista lhe comprasse a alfaia e dirigiu-se ao centro de trabalho do partido na cidade de Beja. Mas também aí ninguém sabia o que era uma foice. Desiludido entrou num café um pediu um bagaço. E atrás desse outro e mais outro. Ao fim de muitos bagaços, completamente bêbado, travou-se de razões com outro bêbado do mesmo café. No meio da discussão - que ninguém se lembra já como começou - o Tronchas pegou na foice que tinha deixado em cima do tampo de mármore da mesa e cravou-a na carótida do outro que caiu logo no meio do chão, a espichar sangue até ao tecto. Morreu em poucos segundos. Ora, este outro não era senão um judeu do "Centro Simon Wiesenthal" que andava no Alentejo a caçar nazis escondidos da segunda guerra. Foi um azar dos diabos. A Mossad meteu-se ao barulho, raptou o Tronchas e fê-lo julgar em Tel Aviv, pelo crime de genocídio. Foi condenado a 370 anos de trabalhos forçados. Hoje, parte pedra 16 horas por dia no deserto do Negev e só consegue sobreviver escondendo umas pequenas pedritas nos bolsos do uniforme que vende à noite aos prisioneiros do Hamas, para eles fazerem umas intifadas ao fim-de-semana.
Ficou o Gordunhas com a burra. Tinha lido num livro que uma puta romana chamada Messalina se banhava em leite daquele animal, para ficar com a pele mais macia. Lembrou-se então que podia ganhar muito dinheiro a vender leite de burra às raparigas da freguesia que gostavam de ir à sexta a noite à discoteca, para serem apalpadas. "Aposto que elas são mais e melhor apalpadas, se tiverem a pele macia" - pensou para com os seus botões. E foi logo buscar um banco com a ideia de ordenhar a burra. Só que a burra não tinha leite e o Godunhas não percebia nada de ordenhas. Estupidamente, sentou-se atrás da burra e mal lhe passou a mão pelas tetas levou um tremendo coice na cabeça que o mandou em coma para o hospital.
- Teve sorte - exclamou o médico que o examinou - se em vez de estar sentado, estivesse de pé, levava o coice nos tomates.
E ria-se muito, enquanto arrancava pequenos pedaços do osso frontal do Gordunhas que se lhe tinham enterrado no cérebro.

23 lembraram-se de contestar:
E para lá do gato, da foice e da burra, que é do resto do património do homem muito rico?
Ficou para si, querem lá ver?
E a legítima do Chanfras, do Tronchas e do Gordunhas?
Como é?
Que história tão mal contada
Este gajo veio das Espanhas, como o Saramago: a tentar fazer de nós asnos!
Arre, que é mesmo asno!
Num tempo em que os pais não conseguem deixar aos filhos mais do que as dívidas por pagar dos créditos contraídos para a compra da casa, do carro, do plasma, das férias e do trem de cozinha, este tipo acha que um pai que morre sem dívidas ao banco e ainda deixa aos filhos um gato, uma foice e uma burra não é muito rico!
Também tive um pesadelo na noite passada e acordei a suar e a gritar pelo Sporting. Puz o gato na rua, tomei um comprimido contra as alergias e a coisa serenou.
Excelente, excelente! Seja bem regressado Mestre. Esta mt bom. PBl sera k nao da para por isto em video, seria um filme mudo com legendas. Esta simplesmente brutal Mestre, anseio o dia em vendam livros k nos façam divagar . Onde ta o valor ? na intersecçao das historias, e tem moral. Excelente!!!
Cambada de individualistas, se se tivessem apagado, ficava o latifúndio.
era uma vez.................
nem li mais nada:))))))))))))))
ok..li chanfras, tronchas, gordunhas.............
enfimmmmmm isto merecia o nobellllllllllllllllllllllllllll
mas tem muita pontuação e afins
jocas maradas
Caramba, que bonito! A seguir à Música no Coração foi a coisa mai linda que já vi!
Se o Saramgo conhecesse o Gato das Botas ja tinha feito referencia, alem de k demorava dois dias para pontuar assim. Esta ultrapassado.
A lama faz bem ao cérebro. O tipo já chegou? Está de quarentena e por isso mistura histórias, para se entreter e mostrar soberba.Como eu sou bom, mierda. Gostei. Mas faltou o Bolinha de Carne e os Sete Meninos Maus, para ser perfeito.
Vamos a isso, Privada.
Eu filmo, V. faz de burra, o Zekez de Gordunhas, o JG de Tronchas e o Jorge C, feio como é, vai bem como Chanfras.
A Maria faz de gato e a Saphou de comunista.
A Mac vai ser o velhote que sabia o que era uma foice.
O Funes, tem direito a uma participação como o Tavares no Equador, mas aqui vai fazer de judeu.
Como não há orçamento para efeitos especiais, espeta-se mesmo o apetrecho no pescoço do gajo, que é para dar um toque neo-realista à produção.
Não estou a ver é quem possa fazer de médico.
A parte da Mossad é fácil, arranjam-se uns tipos mal encarados da Prossegur a quem se paga com cigarros e vinho verde, mas o deserto vai obrigar a uma deslocação ao Alentejo.
E isso é que é uma despesa do caraças.
Não daria para fazer no Lagarteiro?
Vou gostar é de filmar a Messalina9 a esfregar-se com o leite da burra.
isto é o resultado das histórias que os filhos de Funes tiveram que ouvir para adormecer. Sangue e violência fica sempre bem nos contos infantis, do mais violento que há, desde sempre. Bem bolado Funes.
PBL ainda não me perdou colocá-lo como candidato do POUS e agora vinga-se. Não faz mal. Tenho barba e faltam-me dentes, como a Odetezinha.
Privada, ainda tens energia homem?
E assim, em três patacoadas e em regime de fábula, se resume a essência dos valores fundamentais e morais do Homem. Sempre o poder pecuniário e a estultícia do enriquecimento fácil e célere sobrepondo-se àquilo a que se logrou designar por valores políticos, sociais, e intelectuais, não descurando obviamente a conveniente extinção da memória da História, como sempre convém!
A cena do deserto é curta, apenas uma visão. Podemos perfeitamente filma-la em obra, estendemos um metro de areia e ta feito. Beja e outros cenarios mais elaborados podemos faze-los com foto montagem. O problema maior é o guiao, ainda k seja um filme mudo, tem ke ser minimamente perceptivel.
Podemos vende-lo ao ministerio da educaçao para o 1º ciclo. As personagens são proximas e conhecidas, há uma historia politica, uma historia social e familiar k atravessa varias gerações.
Caramba: Margarida Rebelo Pinto que se cuide nas vendas de verão.
Os tops dos contos engraçados vão virar para Funes, o Esplêndido
Maria Alberta Menéres já tem sucessor.
Bem haja, funes - um grande bem haja e obrigado por ser quem é !
"Mais vale passar por parvo estando calado do que abrir a boca e acabar com as dúvidas"
Ceifar o pescoço ao bebedolas, que ainda não sei a quem irá calhar esse papel, até me dava um certo gozo. Ainda para mais de uma assentada!
Emborcar os bagaços é que não vai ser pera doce. Não dá para substituir por tinto?!
O deserto, pode passar para as dunas de S. Jacinto que ficam aqui mesmo à mão. Ou ao pé.
Vou fugir antes que me cravem para fazer de sapateiro.
A Messalina pode ser aquela amiga do Mestre, do Marques, fazemo-la aparecer num pensamento do Zezeck, numa banheira de pés, e depois voltamos a imagem dele sorridente. O médico é o RPS obvio, temos é ke lhe arranjar uma begala.
Não sei não, mas tenho a ideia de que a história era ligeiramente diferente...e já agora, se o senhor era muito rico, além do gato, da foice e da burra não devia ter deixado mais qualquer coisinha?
Entretanto, li os comentários e a resposta ao 1º comentário e já tomei conhecimento que pelos vistos não deixou mai nada...
Adoro o meu papel - o velhote que sabia o que era uma foice?!? Batatas, nem nos meus sonhos mais adormecidos sonhei uma coisa assim.
Corri a uma loja chinesa e comprei um bigode, o pingalim pedi emprestado que os tempos são de crise e sabe-se lá quando é que volto a entrar num filme destes.
Estou pronta.
olhe que bem comecei o dia!!
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