2011-12-02

Reflexão breve sobre a superioridade da música ou a tragédia de Charlie Chaplin

De um modo geral e apesar de sempre se pensar o contrário, o aparecimento de um novo suporte documental ou de um novo media não elimina o suporte ou o media que o antecedeu. No limite, transforma-o. A rádio não matou os jornais, a televisão não matou a rádio, a Internet não matou os jornais, nem a rádio nem a televisão. Nem matou o livro ou o cinema, embora estes - como aqueles - vejam com a Internet transformada a sua missão e o seu modo de ser. Tal como, noutro campo, a caneta de tinta permanente, sem desaparecer, viu, com o parecimento da "Bic", transformada a sua funcionalidade, passando de objecto de escrita a objecto de colecção e distinção. Do mesmo modo, a fotografia a cores também não matou a fotografia a preto e branco que continuou sempre a ter os seus brilhantes e inspirados cultores. E é muito pouco provável que o cinema 3D venha a enterrar de uma vez por todas o cinema a duas dimensões.
É assim com quase tudo. O suporte ou o media novo complementa e desenvolve os que o antecederam, mas, normalmente, não os elimina. Uma excepção notável detecto, contudo, nesta regra: o cinema sonoro matou definitivamente o cinema mudo. Para mim, essa é a prova final da superioridade da música e do triunfo da audição sobre a visão.
Por sendeiros ínvios, devo esta reflexão inútil ao Dr. Rui Correia de Sousa.

3 lembraram-se de contestar:

privada disse...

Boa!

IDALÉCIO LEOCÁDIO disse...

Então, gabirú?
Me responde tu.

Olhóóóóóóó´emailiiiii !!!!

IDALÉCIO LEOCÁDIO disse...

Então, gabirú?
Me responde tu.

Olhóóóóóóó´emailiiiii !!!!